Special Management Program – Lawrence Hrebiniak
Um modelo de execução de estratégia
Lawrence Hrebiniak, declarou, durante sua apresentação, que um modelo efetivo de execução enfatiza tanto a ação como a reação. Precisa ser dinâmico, permitindo feedback e adaptações necessárias. Confira!
“Deve ainda levar em conta as principais variáveis e decisões, precisa ser conceitual e operacional, ter lógica e utilidade, promover os raciocínios sequencial e simultâneo, e permitir a criação de modelos de mudança e adaptação”. Desta forma, o professor apresenta os principais fatores de execução que vão integrar o modelo para fazer funcionar uma execução estratégica. Leia a seguir.
Uma boa estratégia vem em primeiro lugar
As decisões tomadas refletem se as empresas ou setores devem compor o portifólio corporativo. A diversificação através da aquisição acrescenta organizações ao portifólio. Os estrategistas corporativos devem ainda decidir como alocar recursos nos vários negócios ou unidades operacionais, dadas as diferenças nas condições de concorrência e as possibilidades de crescimento em cada setor.
Estrutura organizacional
Retrata as maiores partes ou unidades operacionais que compõem toda a empresa. A estrutura afeta os cursos e benefícios reais de uma organização. Por isso, deve ser apropriada e sintonizada com a estratégia e oferecer foco nas coisas certas e clareza de responsabilidades e prestação de contas. As diferentes maneiras de se organizar afetam os resultados.
Integração dos objetivos de curto e longo prazo, e divulgação das métricas e medidas de desempenho
A estratégia de negócios deve ser traduzida em objetivos ou métricas operacionais de curto prazo para executar a estratégia. Para alcançar os objetivos estratégicos, uma organização deve desenvolver objetivos mensuráveis de curto prazo que se relacionem de forma lógica e consistente com a estratégia de negócios e com a maneira em que a organização planeja concorrer. Pensar no curto prazo é positivo, se houver relação com um pensamento estratégico de longo prazo.
Alcançar coordenação ou integração eficaz
A comunicação lateral e a gestão das fronteiras organizacionais são importantes para uma execução bem-sucedida. É vital para o sucesso estratégico transferir o conhecimento e conseguir coordenação entre as unidades operacionais dentro de uma empresa. O compartilhamento de informações e os métodos de integração podem aumentar a flexibilidade e a capacidade da organização de reagir a problemas relacionados com a execução.
Desenvolver incentivos e controles eficazes
Os incentivos devem apoiar os aspectos-chave do modelo de execução estratégica. Eles devem reforçar as “coisas certas”, se desejamos que a execução tenha sucesso. Os controles, por sua vez, precisam oferecer um feedback oportuno e válido sobre o desempenho organizacional, para que a mudança e a adaptação se tornem parte integrante do esforço de execução.
Uso eficaz do poder e da influência
As diferenças de poder afetam não somente a formulação da estratégia como também as decisões e resultados-chave da execução. Aqueles que estão no poder decidem sobre a alocação de recursos para os indivíduos e as unidades organizacionais que afetam os esforços de execução. Se aqueles que estão no poder resistirem ou não apoiarem um plano de execução, o sucesso do plano ficará prejudicado. O poder e o exercício da influência podem afetar claramente a execução.
Liderança e cultura
O clima criado pelos líderes em todos os níveis de uma organização afeta a execução da estratégia. A liderança afeta ou reflete uma série de coisas, incluindo a administração de mudanças, cultura, e o exercício de poder ou influência sobre as pessoas. E as pessoas são vitais para o processo de execução. Suas motivações, capacidades, compromissos e habilidades para criar e seguir até o fim planos de ação afetarão o sucesso dos esforços de execução.
Capacidade de gerenciar mudanças, inclusive as culturais
A capacidade de administrar bem mudanças é uma marca distintiva da execução bem-sucedida. Os problemas com a administração de mudanças constituem a maior ameaça para uma execução bem-sucedida da estratégia.
Um modelo lógico e uma abordagem disciplinada são necessários para compreender o processo de execução da estratégia. É preciso enfatizar o que se deve fazer, quando, e em que ordem. Hrebiniak ressalta que nenhum modelo é perfeito ou totalmente abrangente. Mesmo assim, deixa claro que os gestores interessados na execução precisam começar por algum lugar. “Os motivos pelos quais a execução é ou não bem-sucedida só podem ser entendidos caso se tenha um indicador com o qual comparar e analisar as decisões e ações de execução”, finaliza.
HSM Online
25/06/2009
Em cada organização, o administrador define estratégias, efetua diagnósticos de situações, dimensiona recursos, planeja sua aplicação, resolve problemas, gera inovação e competitividade. O administrador bem-sucedido em uma organização pode não ser em outra. Ele não é julgado pelo que sabe a respeito das funções que exerce em sua especialidade, mas pela maneira como realiza seu trabalho e pelos resultados que obtém dos recursos disponíveis. Levitt lembra que o conhecimento do administrador é apenas um dos múltiplos aspectos de sua capacitação profissional. Ele é avaliado pelo seu modo de agir, suas atitudes, conhecimentos, habilidades, competências, personalidade e estilo de trabalho. É que não existe uma única maneira certa de um administrador agir. Pelo contrário, existem várias maneiras de levar a cabo as tarefas nas empresas. Isso lembra a lei de indeterminação de Heisenberg: o processo de se observar um fenômeno altera esse fenômeno. Se na física a observação dos átomos altera a posição e a velocidade destes, na administração a presença do profissional afeta e modifica sua função, independentemente do que seja realizado. A presença de outro profissional produziria outra alteração. E se a modificação ocorre, a maneira de agir deve ser e acaba sendo diferente.
“Vivemos em uma sociedade institucionalizada e composta de organizações. Todas as atividades relacionadas à produção de bens (produtos) ou serviços (atividades especializadas) são planejadas, coordenadas, dirigidas, executadas e controladas pelas organizações. Todas as organizações são constituídas de pessoas e recursos não humanos (como recursos físicos e materiais, financeiros, tecnológicos, mercadológicos etc.). A vida das pessoas depende das organizações e estas dependem da atividade e do trabalho daquelas. Na sociedade moderna, as pessoas nascem, crescem, aprendem, vivem, trabalham, se divertem, são tratadas e morrem dentro de organizações. As organizações são heterogêneas e diversificadas, de tamanhos diferentes. Existem organizações lucrativas (como as empresas) e organizações não lucrativas (Como Exército, Igreja, serviços públicos, entidades filantrópicas, organizações não-governamentais (ONGs) etc.). A Teoria das organizações (TO) é o campo do conhecimento humano que se ocupa do estudo das organizações em geral. Ao atingirem um certo tamanho as organizações tornam-se complexas e precisam ser administradas e por isso, sua administração requer um aparato de pessoas estratificadas em vários níveis hierárquicos que se ocupam de atividades diferentes. A Administração nada mais é dos que a condução racional das atividades de uma organização, seja ela lucrativa ou não lucrativa. A Administração trata do planejamento, da organização (estruturação), da direção e do controle de todas as atividades diferenciadas pela divisão de trabalho que ocorrem dentro da organização. A Administração é imprescindível para o sucesso das organizações. Sem a Administração, as organizações jamais teriam condições de existir e crescer. A Teoria Geral da Administração (TGA) é o campo do conhecimento humano que trata do estudo da Administração nas organizações.”